JORNAL
DE DEFONCHA
Carlos
Gomes
Antônio
Carlos Gomes,nasceu no dia 11 de julho de
1836, em Campinas, SP, Império do Brasil e é a segunda vez que vejo essa
nacionalidade esquisita,mas nessa parte da História do Brasil, nos tempos do
Império, cujas crianças que nasceram nessa época,não foi ensinado a mim, só a
vocês que tem mais de setenta anos, nacionalidade Flag of Empire of Brazil
(1870-1889).svg brasileiro, então não me culpem por não saber da nacionalidade
dessas pessoas que nasceram no império no Brasil.
Carlos
Gomees, foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo
estilo romântico, o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras
apresentadas no Teatro alla É o autor da
ópera O Guarani.
É
o patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música.
Inscrito
no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria em 26 de dezembro de 2017.
Carlos
Gomes ficou conhecido por Nhô Tonico,nome com que assinava até em suas
dedicatórias.
Nasceu
numa segunda-feira, numa humilde casa da Rua da Matriz Nova, na "cidade
das andorinhas". Seus pais eram
Manuel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes.
A
vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor.
Muito
criança ainda, perdeu a mãe, Fabiana
Maria Jaguary Cardoso, tragicamente assassinada aos vinte e oito anos.
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DE DEFONCHA
Como
eu li sobre a vida de Carlos Gomes, em
outros links, as suas obras sempre terminavam com assassinatos das mulheres e
que o fato da infância desse compositor foi marcada pela ausencia materna , é claro, que nesse link não explica o
assassinato da mãe, como toda pesquisadora curiosa, me levou a fazer a
pergunta: “Quem matou a mãe de Carlos Gomes?”
E
fuxicando, descobri esse link.
E,
como toda escritora, nesses assuntos em que eu sou leiga, copiei um pequeno
trecho sobre o assassinato. Veja:
“Dois
assassinatos chocaram a pequena e pacata cidade de Campinas no ano de 1844. O
primeiro aconteceu na madrugada de 25 para 26 de julho daquele ano, quando a
jovem Fabiana Maria Jaguary Cardoso, de 28 anos, foi encontrada morta no que
hoje é conhecido como Largo do Mercadão Municipal com um tiro e quatro facadas.
O segundo aconteceu na noite seguinte: Francisco Zuanda, um ex-escravo, que era
o principal suspeito justamente pelo assassinato de Fabiana.Alforriado graças
ao Mestre Tito de Camargo Andrade, Francisco, ou Chico, como era conhecido,
chegou a Campinas no próprio dia 25. Ele foi preso pois era o único que
circulava pela região onde o corpo de Fabiana foi encontrado e estava com três moedas
de ouro no bolso, um dinheiro que provavelmente um ex-escravo jamais teria. Mas
Chico foi sequestrado da antiga cadeia de Campinas, instalada onde hoje está o
monumento-túmulo do maestro Carlos Gomes, e morto a pauladas na madrugada. Ou
seja, provavelmente uma queima de arquivo. O corpo foi encontrado na Fazenda
Chapadão, que hoje é do Exército Brasileiro, mas na época pertencia aos
parentes da rica fazendeira Maria Luzia Nogueira de Sousa Aranha, que depois se
tornou a segunda baronesa e primeira viscondessa de Campinas.
Maria
Luiza, claro, também se tornou suspeita de ter mandado matar os dois. Assim
como o marido de Fabiana, o mulherengo e 23 anos mais velho que ela, Manoel
José Gomes, com quem teve dois filhos. Maneco, como era conhecido, conseguiu uma
testemunha que disse que ele estava num clube de cartas de Campinas naquela
noite. Maria Luiza, nem precisa dizer, era poderosa demais para se ver
envolvida em assassinatos. Sobrou ainda para um ilustre jovem da alta sociedade
campineira que simplesmente desapareceu depois do ocorrido, mas não se sabe a
identidade dele e se havia uma ligação com as vítimas. Portanto, os assassinos
nunca foram pegos.”
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/12/entretenimento/461901-livro-aborda-assassinato-da-mae-de-carlos-gomes.html
Seu
pai, Manoel Jose Gomes, vivia em dificuldades com diversos filhos para
sustentar. Com eles, formou a Banda Musical de Campinas, onde Carlos Gomes
iniciou seus passos artísticos e posteriormente substituiria seu pai na direção
do grupo.
Desde
cedo revelou seus pendores musicais. incentivado pelo pai e, depois, por seu
irmão, José Pedro de Sant'Ana Gomes, fiel companheiro das horas amargas.
Manoel
Jose Gome,
Maneco
José Pedro de Sant'Ana Gomes
É
na banda do pai que Carlos Gomes, em conjunto com seus irmãos, executa as
primeiras apresentações em bailes e em concertos. Nessa época alternava o tempo
entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós e o
aperfeiçoamento dos seus estudos musicais.
Aos
15 anos de idade compôs valsas, quadrilhas e polcas.
Aos 18 anos, em 1854, compôs a Missa de São
Sebastião, sua primeira missa repleta de misticismo. Na execução cantou alguns
solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes,
especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos.
Em
1857 compôs a modinha Suspiro d'Alma, com versos do poeta romântico português
Almeida Garrett.
Ao
completar 23 anos, já apresentara vários concertos com o pai. Ainda moço já
lecionava piano e canto, dedicando-se também com afinco ao estudo das óperas,
demonstrando preferência por Giuseppe Verdi.
Compôs
o Hino Acadêmico, que ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito
de São Paulo.
Aqui
recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o
rumo da Corte, em cujo Imperial Conservatório de Música poderia aperfeiçoar-se.
Mas, Carlos Gomes não podia viajar, porque não tinha recursos.
Em
4 de setembro de 1861, foi cantada no Teatro Lyrico Fluminense A Noite do
Castelo, o primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra
de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito
sem precedentes nos meios musicais do país. Carlos Gomes foi levado para casa
em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar.
O
Imperador D. Pedro II também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor,
agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa.
D. Pedro II
Carlos
Gomes conquistou logo a Corte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus
cabelos compridos eram motivo de comentários e até ele ria das piadas. Uma vez
leu um folheto que dizia assim: “tônico para cabelos”, e comentou: “tônico apara cabelos”
A
saudade de sua querida Campinas e de seu velho pai, atormentava-lhe o coração.
Pensando também na sua amada Ambrosina, com quem namorava, moça da família
Correia do Lago, Carlos Gomes escreveu essa joia que se chama Quem sabe?, de
uma poesia deBittencourt Sampaio, cujos versos "Tão longe, de mim
distante… " ainda são cantados pela nossa geração.
(...)
Certa
tarde, em 1867, passeando pela Praça do Duomo, ouviu um garoto apregoando:
"Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del
Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de José de
Alencar, mas aquilo interessou de súbito o maestro, que comprou o folheto e
procurou logo Scalvini, que também se impressionou pela originalidade da
história.
E assim surgiu Il Guarany, que apesar de não
ser a sua maior, nem a melhor obra, foi aquela que o imortalizou.
A
noite de estréia da nova ópera foi 19 de março de 1870.
Não
há quem não conheça os maravilhosos acordes de sua estupenda abertura. A ópera
ganhou logo enorme projeção, pois se tratava de música agradável, com sabor bem
brasileiro, onde os índios tinham papel de primeiro plano. Foi representada em
toda a Europa e na América do Norte.
O
grande Verdi, já glorioso e consagrado, teria dito de Carlos Gomes, nessa noite
memorável: "Questo giovane comincia dove finisco io!" ("Este
jovem começa de onde eu termino!").
Na
noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário do Imperador D. Pedro II, foi
estreada a ópera no Teatro Lírico Provisório, no Rio de Janeiro.
O
maestro viveu horas de intensa consagração e emoção. Depois, O Guarani foi
levado à cena nos dias 3 e 7 de dezembro, sendo que, nesta última noite, em
benefício do autor. Nesta data, o maestro ficou conhecendo André Rebouças(*).
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André Rebouças
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(*)
André Rebouças
Esse
homem, foi citado no domingo passado, no dia 13 de maio de 2018, como uma das
vozes mais ativa da abolição,ele foi um engenheiro, inventor, abolicionista e
monarquista brasileiro. Foi exilado junto com a família imperial no golpe de 15
de novembro de 1889. Ele passou seus últimos 6 anos trabalhando pelo
desenvolvimento de alguns países africanos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Rebou%C3%A7as
Por
intermédio de André Rebouças, o compositor foi apresentado ao ministro do
Império, João Alfredo Correia de Oliveira, em sua casa, nas Laranjeiras.
Na
Itália, Carlos Gomes casou-se com Adelina Péri, que devotou toda sua vida ao
maestro.
Todavia,
um a um foram morrendo em tenra idade, tendo restado somente Ítala Gomes Vaz de
Carvalho, autora de um livro que honrou a memória de seu pai.
Abalado
por seguidos e profundos desgostos, doente, desiludido, procurava uma situação
que lhe permitisse viver em sua pátria e ser-lhe útil. Seu estado, contudo, era
mais grave do que supunha.
De
volta à Itália, compôs a grande ópera Lo Schiavo, que entretanto, por vários
motivos, não pôde ser representada ali. Foi levada à cena, pela primeira vez,
em 27 de setembro de 1887, no Rio de Janeiro, em homenagem à Princesa Isabel, a
Redentora, com esplêndido sucesso.
Em
3 de fevereiro de 1891, outra vez na Itália, Carlos Gomes estreia com grande
êxito no Scala de Milão, a ópera Condor. A obra apresentara uma nova forma,
muito mais próxima do recitativo moderno.
O
tumor maligno na língua e garganta que o levaria ao túmulo, nessa época,
fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a
ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam
quebrado a resistência.
Ainda
estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de
Música, no Brasil. Nesse tempo foi proclamada a República, e seu grande amigo e
protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs,
ainda, Colombo em 1892,[6] poema sinfônico que, incompreendido pelo grande
público, não obteve êxito.
Carlos
Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos
filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado,
sempre mais grave, ainda conseguiu realizar.
Amigos
aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir,
quanto antes, para sua pátria.
A
8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica
na língua, sem resultados animadores.
Em
abril de 1896 retorna ao Brasil e assume a direção do Conservatório Carlos
Gomes, em Belém do Pará.
No
entanto, saúde se agravava cada vez mais e os esforços médicos não conseguiam
diminuir as dores.
No
dia 11 de julho, data de seu aniversário, as homenagens tributadas ao
compositor davam a medida da afetividade que inspirava.
Cercado por autoridades e amigos, com o
governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20
minutos de 16 de setembro de 1896.
Pouco
antes de morrer, diante do estado de saúde do compositor, o governo de São
Paulo autorizou uma pensão mensal de dois contos de réis, enquanto ele vivesse
e, por sua morte, de quinhentos mil réis, aos seus filhos, até completarem a
idade de 25 anos. Nessa ocasião, existiam somente dois filhos do compositor e
maestro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Gomes
COMENTÁRIOS DE DEFONCHA
[[ Geralmente, na maioria das pesquisas, eu
altero as palavras, resumo, mas a historia desse compositor, muitas vezes, eu
anulei, para depois voltar. Tem alguns trechos que cortei, pois, para mim não é
relevante, sem importância, como, por exemplo, as viagens para a Europa, a
terra natal, então, não são importantes. Mas quase não mexi nas palavras.










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