Uma
noite interminável
Cheia de sono, me deitei, me cobrindo com o
lençol, pegando o terço numa caixinha e a enrolei em meu pulso, rezava enquanto
esperava a luz com sensor de presença apagar. Fechando os olhos, continuei a
rezar. Estava quase dormindo quando a luz
acendeu novamente. O que é isso?
Levantei, vi todos os cômodos, nada. Deve ter sido falta de luz, voltei
a minha cama.
Quase fechando os olhos, começou aquele
zumbidinho no meu ouvido, que coisa chata! Vira, mexe, diminuindo, graças a
Deus, mas, aumentou outro tipo de zumbido, o barulho de helicópteros. Demora. Ah, fecho os olhos
insistente... Minha barriga ronca! Ignoro,
estou com tanto sono, viro, desviro, tarefa inútil. Me levanto, acende
outra vez o sensor de presença, acendo
a luz da sala, acendo a da cozinha, faço o meu Nescau, bebo com olhos fechados.
Um calor louco!. Apago a luz da cozinha, ando um pouco ate o sensor acender e
eu voltar para apagar a luz da sala e
retornar ao meu quarto. Ah, agora sim!
Fecho os olhos esperançosa. Coça minha cabeça, tenho crise de espirros,
tusso. Quase dormindo, pousa um mosquito no meu rosto, afasto-o. De novo,
mosquito chato! Coloco o outro travesseiro sob a minha cabeça. Pronto, parou de
me encher. Ah, que delícia... daqui a pouco abro os olhos, não quero me
levantar da cama de novo! Inútil!
Levanto-me da cama, vou ao banheiro, fazer um xixizinho. Volto a cama.
Deito. Fecho os olhos. Coça o meu pé, depois minha cabeça, meu pescoço. Minha
perna. Que droga! Tiro o lençol. Piorou. Me cubro de novo. Sinto calor, levanto
da cama de novo, para ligar o ventilador. Mas, não acende o sensor, e sem
ventilador? Putzgrila! Faltando energia!
Fico sem lençol, fico de olhos fechados,
ardendo de sono, acende novamente o sensor, volta a funcionar o ventilador.
Quase amanhecendo, finalmente consegui dormir, minto, desmaiei de sono.
Que noite interminável foi essa?

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