Afrodescentes e
indígenas podem ter albinismo?
O
albinismo é uma condição genética que se caracteriza pela falta de melanina no
corpo. Sem ela, os indivíduos apresentam pele extremamente branca e olhos e
cabelos claros. Mesmo assim, você sabia que afrodescendentes podem ser albinos?
Na verdade, a maior prevalência do albinismo
ocorre justamente no continente africano, segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Na África, muitos
indivíduos com essa condição são alvo de violência por preconceito.
Em alguns países, o albinismo é tido como um
símbolo de sorte. Em outros, como uma maldição Na Tanzânia, de 2000 a 2013,
houve 72 assassinatos de albinos, segundo relatório das Nações Unidas de
setembro deste ano.
E, na Tanzânia, existe uma das maiores
incidências de albinos no planeta. Um estudo da organização Hats on for Skin
Health ("De chapéu pela saúde da pele", em português), da Liga
Internacional das Sociedades de Dermatologia, estima que haja 30 mil albinos
naquele país, um em cada 1.429 pessoas
No Brasil, Marcus
Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele, da
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), estima que existam entre 10 e 12
mil albinos, embora não haja estatísticas oficiais. Ele é idealizador do
Pró-Albino, um projeto-piloto de assistência e tratamento de albinos
Essa condição, que
pode provocar problemas na pele e deficiência visual, afeta todas as etnias - e
até animais e plantas. Mundialmente, estima-se que haja um albino para cada 17
mil pessoas.
A prevalência dos
diferentes tipos de albinismo varia conforme a população. De acordo com
estatísticas de 2006 da OMS, dados de África do Sul, Zimbábue, Tanzânia e
Nigéria mostram prevalências tão altas quanto um caso para cada 1 mil
habitantes em populações selecionadas. No geral, a prevalência se situa entre
um caso a cada 5 mil pessoas e um caso a cada 15 mil pessoas.
Brasil
No País, Marcus Maia,
coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele, da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD), estima que existam entre 10 e 12 mil albinos,
embora não haja estatísticas oficiais. Ele é idealizador do Pró-Albino, um
projeto-piloto de assistência e tratamento de albinos.
Atualmente, o programa
atende 98 pessoas na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A ideia é que o
projeto seja estendido aos 74 serviços credenciados da (SBD). Segundo Maia, a
viabilização do projeto pode ocorrer ainda neste ano, como um “presente de
Natal”.
“Antes, nós,
dermatologistas, só tínhamos contato com albinos já com câncer de pele ou
situações avançadas. Por que esperar que eles viessem? Resolvemos fazer o
contrário”, conta Maia.
De 98 albinos
atendidos hoje na Santa Casa, 20 são crianças. “Os pais ficam perdidos”, revela
o dermatologista. Ali eles ganham orientações sobre cuidados necessários, fazem
exames e podem obter mais informações sobre a condição de seus filhos.
Muitas dessas famílias
são afrodescendentes, o que pode provocar alguma dificuldade de adaptação.
Um casal de pele negra pode ter um filho
albino, por exemplo, resultado da combinação de genes recessivos. “Às vezes, um
albino numa família negra pode ter problemas para se adequar. Se a família não
entende, temos que orientar sobre cuidados, trabalhos ao ar livre, o sol, a
necessidade de suplementação de vitamina D”. Para quem tem dúvida, Maia é
taxativo: “Albino não é para pegar sol”.
Mas não são apenas
cuidados com a pele que são necessários. Muitos albinos apresentam visão
subnormal, com menos de 30% da capacidade regular. Por isso, o Pró-Albino
oferece auxílio oftalmológico completo, com acompanhamento, tratamento e
exames.
Tipos de albinismo
Há dois tipos
principais de albinismo oculocutâneo, o tirosinase negativo (1) e o positivo
(2). A condição pode ainda ser apenas ocular ou parcial, em algumas partes do
corpo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o albinismo oculocutâneo, no
qual todo o corpo é afetado, compreende um grupo de condições genéticas com uma
herança autossômica recessiva. É caracterizado pela hipopigmentação da pele, do
cabelo e dos olhos devido à pequena ou ausência da produção de melanina.
Ensaio
No início de 2009, o
fotógrafo Gustavo Lacerda teve uma ideia que lhe renderia diversos prêmios e
reconhecimento internacional. "Sempre me interessei por fotografar quem
quase nunca é fotografado", conta o mineiro, bacharel em Jornalismo pela
Universidade Federal de Minas Gerais. "A beleza fora dos padrões dos
albinos já me chamava a atenção há alguns anos e decidi tentar convencer
algumas dessas pessoas a se deixarem ser fotografadas. A primeira fase do
projeto foi de pesquisa sobre albinismo. Queria compreender um pouco mais antes de começar a fotografar".
Não foi uma empreitada
fácil. Depois de estudar o assunto, ele tinha que localizar os albinos e ainda
convencê-los a participar. “Embora não haja estatísticas oficiais, eles são
pouquíssimos e, como geralmente são pessoas tímidas e que se sentem excluídas,
raramente são percebidos pelas ruas”. Com auxílio de um blog que trata sobre o
tema, Lacerda encontrou leitores dispostos a encarar sua câmera. Com o boca a
boca gerado, a iniciativa se popularizou, amealhou prêmios nacionais e
internacionais e levou o fotógrafo a passar quatro anos registrando albinos em
diferentes regiões do Brasil. Atualmente, ele edita material para um livro
sobre o tema, que deverá ser lançado em 2014.
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/afrodescentes-e-indigenas-podem-ter-albinismo,8d7330d211d62410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Interessante o tema, e
também serve como um alerta aos preconceituosos. Vivendo, aprendendo a
respeitar os outros não importa qual seja a etnia. O Brasil ´é cheio de cores e
eu amo o meu pais;


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